NATAL - INÍCIO DA VIA CRUCIS
NATAL É ALEGRIA. NATAL É PAZ. NATAL É BOA VONTADE!
Há quase vinte séculos veio ao mundo o Senhor Jesus Cristo. Nasceu num berço de palha e sempre viveu em extrema pobreza. Sofreu o exílio da infância. Quando adolescente, surpreendeu os doutores da lei de Jerusalém. Foi carpinteiro quando jovem. Feito homem governava o curso da natureza. Andou sobre as águas do mar como se fossem pavimentadas. À sua voz, a tempestade fez-se bonança. Curou milhões de enfermos sem uso de medicamentos. Ressuscitou os mortos que encontrou no seu caminho. A única vez que escreveu alguma coisa o fez na areia, e a brisa logo apagou. Ninguém jamais soube que o era. Hoje, as bibliotecas do mundo não comportam os livros que sobre ele se tem escrito. Jamais compôs uma canção. Sua vida, torém, tem sido o tema para as mais lindas canções e hinos que conhecemos.
Nunca frequentou uma escola. Sua doutrina de Mestre, contudo, a todas sobrepuja. Sem arregimentar exército e sem empunhar espada, foi Comandante de grandes multidões que se renderam obedientes a sua palavra. Jamais constituiu família. Não possuia uma pedra sequer para reclinar a cabeça. Não teve outra credencial a não ser sua própria varonilidade. Quando abriu a sua boca para proclamar as boas novas, foi ele desacreditado. A maré da opinião pública voltou-se contra ele. Fizeram chacota do seu evangelho. Foi preterido por Barrabás. Um discípulo seu, à saída do horto em que sua agonia transformou-se em gotas de sangue, traiu-o com um beijo´de escárnio. Um outro, quando identificado como seu amigo, negou reconhecê-lo. Afinal fizeram-no sofrer a morte mais execrável. Humilharam-no na cruz entre dois ladrões. Esbofetearam-no. Cuspiram em seu rosto. Coroaram-no de espinhos. Negaram-lhe um copo de água à morte e transpassaram-no com uma espada. A sua túnica foi sorteada pela soldadesca. Quando morto, pela piedade de um estranho, emprestaram-lhe um sepulcro selado com as armas romanas.
Mas eis que ao terceiro dia ressurgiu da morte conforme prometera, e hoje vive triunfalmente nos céus de Deus e no coração dos cristãos.
Eis o perfil daquele cujo Natal hoje comemoramos, e que quando habitou entre nós fez da Terra um verdadeiro Paraíso.
Façamos do nosso coração a humilde manjedoura onde Cristo possa nascer plenamente, dando-nos assim um FELIZ NATAL.
Nehemias Marien
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